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PANCREATITE

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PANCREATITE

O pâncreas é um órgão responsável por secretar enzimas digestivas no duodeno, além de insulina e glucagon no sangue – que auxiliam na redução dos níveis séricos de glicose. Além disso, a secreção pancreática lançada no intestino, mais especificamente no duodeno, é composta de bicarbonato de sódio, que atua neutralizando os ácidos que o estômago produz.

A pancreatite é a inflamação desse órgão e pode lhe trazer danos transitórios ou permanentes. Entre as causas mais comuns dessa inflamação, a médica  gastroenterologista Dra. Daniela Bouzas destaca os cálculos biliares, o etilismo e os efeitos colaterais de determinados medicamentos.

Os casos de pancreatite dividem-se em dois grupos: a aguda, mais comum, com duração de algumas semanas, e a crônica, quando a inflamação persiste, lentamente paralisando a atividade do pâncreas.

“Os sintomas mais frequentes da pancreatite aguda – aponta a Dra. Daniela – são intensa dor abdominal, quase sempre acompanhada por náusea e vômitos. A icterícia pode estar presente e indica obstrução das vias biliares como fator causal.  Já a pancreatite crônica manifesta-se também com diarreia e, por vezes,  diabetes, resultante da inibição das funções pancreáticas endócrinas (secreção de insulina e glucagon)”.

Para diagnosticar a doença, a médica gastroenterologista fará o exame clínico e buscará conhecer o histórico do paciente – atentando para sua relação com bebidas alcoólicas, histórico de cálculos biliares, emagrecimento, além de solicitar exames de sangue.  

A Dra Daniela relata que “o diagnóstico de pancreatite é essencialmente clínico. A dor abdominal em barra em andar superior, com irradiação para dorso, associada a náuseas e vômitos, é muito característica da pancreatite aguda e costuma ser corroborada pela elevação de amilase e lipase no sangue. Quando necessário, o exame de imagem a ser solicitado é a tomografia de abdome”. 

Os tratamentos variam de acordo com o tipo de inflamação. Nos casos de pancreatite aguda, é frequente a necessidade de internação hospitalar, durante a qual o paciente deverá permanecer em jejum e receberá hidratação por via intravenosa, até a melhora do quadro, marcado pelo fim da dor e retorno do apetite. Nos casos de pancreatite crônica, poderá ser necessária a ingestão de cápsulas de extratos de enzimas pancreáticas, com o objetivo de aliviar os sintomas e  auxiliar na digestão.

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