A intolerância ao glúten, também chamada sensibilidade ao glúten não-celíaca, decorre da má absorção desta proteína sem, no entanto, haver relação com anticorpos ou com o sistema imunológico.
Sua prevalência na população geral é desconhecida, principalmente porque muitos pacientes se auto diagnosticam e iniciam uma dieta livre de glúten sem realizar exames ou consultar o médico. No entanto, acredita-se que seja mais prevalente que a doença celíaca, podendo ocorrer em qualquer idade.
As causas dessa condição ainda não foram precisamente determinadas, mas ela parece estar relacionada a predisposições genéticas e a alterações na permeabilidade intestinal. Seu diagnóstico, portanto, é feito por exclusão. Como explica a médica gastroenterologista Dra. Daniela Bouzas: “diagnosticamos a intolerância ao glúten quando os testes sorológicos são negativos e a biópsia é normal. É essencial afastar a doença celíaca e a alergia ao trigo antes de firmar o diagnóstico”.
Quando o organismo sensível ao glúten continua sendo exposto a essa proteína, uma inflamação pode se formar no intestino, o que, por sua vez, gera sintomas, como dor, distensão abdominal, náusea, diarréia, constipação e até mesmo confusão mental, cefaléia e dores musculares. O pilar do tratamento, assim como na doença celíaca, é uma alimentação livre de glúten.