A icterícia é a coloração amarelada da esclera (parte branca dos olhos), pele e mucosas, causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. Tal condição pode provir de diversas doenças que, na maior parte dos casos, envolvem problemas no fígado, no fluxo da bile ou a destruição anormal de glóbulos vermelhos, que pode desequilibrar a quantidade de bilirrubina no organismo.
Uma causa comum de icterícia em adultos saudáveis é a hepatite viral aguda – uma inflamação do fígado causada por diversos vírus, cada qual com seu modo de transmissão e comportamento epidemiológico. Entre os sintomas dessa doença, para além da icterícia, a Dra. Daniela Bouzas – médica clínica geral e gastroenterologista – cita: “náuseas, febre e dor na porção direita do abdome”. Ela explica, ainda, que “a doença pode resolver-se espontaneamente, porém há o risco de evoluir para hepatite crônica”.
Para além da hepatite, como nota a Dra. Daniela, a icterícia pode decorrer de uma obstrução do ducto biliar – por tumores ou cálculos -, entre outras doenças. Nesses casos, costuma vir acompanhada de urina cor de coca-cola (colúria), fezes esbranquiçadas (acolia fecal) e, em casos mais graves, prurido. Esse conjunto de sintomas é denominado síndrome colestática. Nesse contexto, é fundamental atentar a sinais de alerta, como dor abdominal, sonolência, confusão mental, hemorragia digestiva e febre.
Como explica a Dra. Daniela Bouzas, a icterícia também pode ser causada pela destruição excessiva de glóbulos vermelhos, denominada hemólise. Trata-se, portanto, de um sinal com múltiplas possíveis etiologias subjacentes e demanda a avaliação médica cuidadosa. Em muitos casos, é necessário investigação extensa, que se inicia por um exame de sangue com provas de função hepática, enzimas canaliculares, hemograma completo, transaminases, entre outros.