Hemorragia Digestiva

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HEMORRAGIA DIGESTIVA

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HEMORRAGIA DIGESTIVA

A hemorragia digestiva é o sangramento em algum ponto do trato gastrointestinal e constitui uma das emergências mais frequentes e mais importantes das patologias digestivas. Isso porque, mesmo que a maioria dos sangramentos digestivos seja autolimitado ou facilmente controlado, é preciso considerar cada caso como potencialmente grave. Como explica a Dra. Daniela Bouzas, médica gastroenterologista, a hemorragia pode ser visível ou não e, no segundo caso, possivelmente só poderá ser reconhecida pela história clínica de cansaço e palidez corroborada por um exame laboratorial indicando anemia. 

A hemorragia digestiva pode se apresentar como melena (fezes escuras, de odor forte e característico) ou hematêmese (vômito com sangue). Nesses casos trata-se de hemorragia digestiva alta, ou seja, que ocorre da junção duodenojejunal para cima. Já a hemorragia digestiva baixa se apresenta como hematoquezia ou enterorragia.

No trato digestivo superior, os principais causadores de hemorragia são úlceras, varizes ou ferimentos. Já na porção baixa do sistema digestivo, os motivos mais comuns são pólipos intestinais, doenças diverticulares, problemas nos vasos sanguíneos, hemorroidas ou, em casos mais graves, câncer de cólon. 

A Dra. Daniela nota que qualquer indício de hemorragia digestiva requer avaliação médica. No entanto, alguns sinais de alerta, quando presentes, devem motivar o atendimento de urgência. A ocorrência de desmaio, sudorese, frequência cardíaca anormalmente alta, além de presença significativa de sangue nas fezes, indicam hemorragia aguda de grande monta com repercussão hemodinâmica. Por isso a importância nestes casos de procurar atendimento médico imediato. 

A abordagem inicial do caso deve focar na estabilização do paciente, o que geralmente requer hidratação e em casos extremos hemotransfusão. A seguir é necessário localizar o local de sangramento para abordagem terapêutica definitiva, o que normalmente pode ser feito com exame endoscópico. Nos casos em que a hemorragia não é exteriorizada, pode ser necessário um exame de imagem anterior à abordagem endoscópica, como por exemplo a tomografia computadorizada de abdome.

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