A Helicobacter pylori é uma bactéria gram-negativa que coloniza a mucosa gástrica desencadeando uma inflamação aguda e posteriormente crônica. Seu nome original foi Campylobacter pylori por acreditar-se se tratar de uma bactéria semelhante ao Campylobacter jejuni. O nome Helicobacter veio em 1989 devido à sua forma espiralada, quando estudos provaram tratar-se de uma bactéria completamente diferente. Hoje estima-se que a infecção por H.pylori acomete aproximadamente metade da população mundial.
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por via fecal-oral, no entanto a Dra Daniela – médica clínica e gastroenterologista – ressalta que a maioria das infecções ocorre no período da infância. Uma vez ocorrida a colonização da mucosa gástrica, suas propriedades permitem que ela permaneça por toda a vida. Após os dois primeiros anos sua eliminação espontânea passa a ser rara.
A Dra. Daniela explica, ainda, que os sintomas da infecção por H. pylori são os mesmos de uma gastrite ou de úlceras causadas por outros agentes: indigestão, dor e desconforto em queimação na porção superior do abdome, que piora no jejum e melhora com a alimentação.
Para diagnosticar tal doença, é necessário solicitar um exame de ar exalado, teste sorológico ou pesquisa de antígeno fecal. Pode-se também optar por um método invasivo com biópsia da mucosa gástrica por endoscopia digestiva alta. A Dra Daniela ressalta: “não raro a endoscopia digestiva alta acaba sendo o método de escolha inicial, pois permite a avaliação macroscópica e do grau de lesão da mucosa”.Uma vez detectada a infecção, o tratamento será feito com antibióticos e através de um inibidor da bomba de prótons – substância que age bloqueando a etapa final de liberação do ácido gástrico no organismo. Após o tratamento, serão necessários novos exames para averiguar se as bactérias H. pylori realmente foram combatidas com eficácia.