A febre é uma elevação da temperatura corporal que ultrapassa a variação diária normal, geralmente como reação do organismo a uma infecção. Tal elevação pode causar sintomas, como sudorese, calafrios e mal-estar. A maioria dos casos de febre está associada a infecções virais autolimitadas como o resfriado comum.
Como explica a Dra. Daniela Bouzas – médica clínica geral e gastroenterologista -, as doenças que causam febre podem ser divididas em três grandes grupos: as infecções – que são as causas mais comuns de febre -; as neoplasias – ou cânceres -; e as inflamações – que podem ser reumáticas ou relacionadas a fármacos. As doenças que mais frequentemente se manifestam pela febre, considerando-se adultos saudáveis, são as infecções virais que acometem os sistemas gastrointestinal e respiratório.
Por sua vez, os episódios de febre podem ser divididos em agudos – com duração curta, de aproximadamente 4 dias – e crônicos – prolongados ou recorrentes. Ressalta a Dra. Daniela “que é importante atentar aos sinais de alerta relacionados à febre. Estado mental alterado, rigidez de nuca, hipotensão, dispneia (falta de ar), taquicardia, temperaturas muito elevadas (acima de 40°C), quando presentes, demandam atendimento médico urgente”.
O tratamento será relacionado à causa da febre e, para isso, será preciso passar por uma avaliação médica. Em geral, a anamnese e o exame físico bem feitos são suficientes para direcionar o diagnóstico etiológico, que é confirmado através de exames laboratoriais e de imagem, a partir dos quais define-se a conduta terapêutica.
A Dra. Daniela relata: “O uso de antitérmicos como novalgina e paracetamol não faz mal nem retarda a resolução das infecções virais e bacterianas comuns. No entanto, a febre é um sinal de alerta e mascarar a curva térmica pode dificultar diagnósticos mais complexos e a avaliação da eficácia terapêutica inicial. Por isso, é comum que os antitérmicos sejam prescritos apenas em caso de febre e não de forma regular 2 ou 3 vezes ao dia”.