A falta de ar – ou dispneia – é a dificuldade para respirar que, a depender de sua causa, pode se manifestar de diferentes formas. Como descreve a Dra. Daniela Bouzas – médica clínica geral e gastroenterologista -, as pessoas que apresentam dispneia podem sentir incapacidade para respirar com profundidade, dificuldade para expandir o tórax, urgência para inspirar, aperto no peito e cansaço. Além disso, a falta de ar pode ser acompanhada de outros sintomas, como náusea, tosse e dor torácica.
As causas mais frequentes da dispneia são problemas cardiopulmonares, como asma, pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência cardíaca e angina. Porém, conforme lembra a Dra. Daniela, outras condições também podem estar relacionadas à dispneia, como redução do condicionamento físico, desnutrição, obesidade e gravidez.
“Considerando a diversidade de causas da dispneia”, destaca a Dra. Daniela, “é importante estar atento a alguns sinais que indicam a necessidade de, rapidamente, buscar atendimento. São eles: falta de ar durante o repouso, agitação ou confusão mental, alterações na frequência cardíaca (palpitações e arritmias), perda de peso e sudorese noturna.”.
O tratamento da dispneia dependerá de sua causa. Em certos casos será necessário suplementar a oxigenação, o que pode ser realizado em ambiente hospitalar por cânulas nasais ou máscaras de oxigênio, e em situações mais graves até por ventilação mecânica. Contudo, para evitar abordagens mais invasivas e a necessidade de internação, é fundamental buscar atendimento médico já nos primeiros sinais de cansaço. A avaliação precoce e cuidadosa, na maioria dos casos, permite uma investigação completa e resolução do quadro sem a necessidade de hospitalização.