O emagrecimento involuntário é a perda de peso que ocorre em pessoas que não estão buscando emagrecer. Como explica a Dra. Daniela Bouzas – médica clínica geral e gastroenterologista -, é natural que o peso corporal varie. Por isso, é considerada perda de peso involuntária quando ocorre uma mudança significativa no peso corporal – a partir de 10% do peso corporal em até 6 meses – de forma não intencional, ou seja, sem mudança de hábito (dieta e/ou exercício físico) que justifique a variação.
Tal sintoma pode apontar para doenças orgânicas e estar acompanhado de outros sinais, como perda (ou aumento) de apetite, febre, dor ou sudorese. Em geral trata-se de um sinal de alerta e muitas vezes indica gravidade. Entre os diagnósticos diferenciais estão doenças disabsortivas e hipertireoidismo.
Além disso, doenças graves e prolongadas podem causar o emagrecimento, como câncer (que leva, simultaneamente, à perda de apetite e ao maior gasto calórico), diabetes, insuficiência cardíaca e enfisema.
É possível também – alerta a Dra. Daniela – que o emagrecimento esteja associado a fatores psicológicos como distúrbio de humor, estresse e traumas emocionais. No entanto, esse é um diagnóstico de exclusão e exige cuidadosa investigação clínica, uma vez que o emagrecimento é um dos chamados sintomas constitucionais. Ou seja, a variação excessiva de peso é um marcador indireto da saúde do organismo, mas não aponta necessariamente para um fator causal óbvio.