Dor abdominal

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DOR ABDOMINAL

Todo paciente com dor abdominal de início recente merece uma investigação precoce e completa. A interpretação correta da dor abdominal aguda pode ser um desafio, já que a intensidade da dor nem sempre tem relação com a gravidade da doença subjacente. É o caso da dor de origem vascular que pode ser tanto catastrófica como silenciosa e quase sempre vem associada a um abdome inocente. Por isso a história clínica e um exame físico meticuloso são essenciais para guiar o diagnóstico.

Além de importantes causas de dor intra-abdominal como a peritonite, colecistite e apendicite, o abdome também pode ser alvo de dores de origem cardiopulmonar, urogenital e músculo esquelética. O trato gastrointestinal é ainda sensível a causas metabólicas e neuropsiquiátricas. 

A Dra. Daniela Bouzas, gastroenterologista, faz a seguinte ressalva: “A dor abdominal é um sintoma comum que levou ou levará a maioria de nós a buscar atendimento médico, seja na emergência ou no consultório. Em grande parte dos casos, não traz riscos sérios à saúde, mas pode apontar para problemas graves e deve ser sempre valorizada.”

A primeira distinção a ser feita, quando pensamos em dor abdominal, é se esta é crônica ou aguda. A dor abdominal aguda pode ter causas diversas. Entre elas, infecções, inflamações, úlceras, perfurações. Já a dor abdominal crônica é aquela que persiste por mais de três meses, podendo ser constante ou intermitente. Suas causas são, em geral, distúrbios funcionais do intestino, como a síndrome do intestino irritável, com potencial de grande prejuízo à qualidade de vida tendo em vista seu caráter constante. 

A partir daí é importante que o médico saiba distinguir a cronologia da dor, os sintomas associados e seus fatores desencadeantes de forma a orientar a solicitação de exames complementares objetivos  e esclarecedores.

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