A dor, definida como uma experiência sensorial desagradável, associada a um dano tecidual real ou potencial, é o motivo mais comum da procura de cuidados médicos.
Como nota a Dra. Daniela Bouzas – médica clínica geral e gastroenterologista-, a dor é um mecanismo de proteção do corpo. Universalmente conhecida como sinal de “problema” ela funciona como um alerta que detecta processos potencialmente lesivos. O caráter, a evolução cronológica e a localização da dor fornecem indícios diagnósticos importantes.
A dor aguda é a reação pontual do organismo à lesão tecidual, que desaparece em pouco tempo, estimula o sistema nervoso simpático, gerando taquicardia, aumento da frequência respiratória, sudorese etc. É resultado da ativação dos nociceptores – receptores periféricos de dor – e de fibras sensoriais.
A dor crônica – experiência que se prolonga por tempo indeterminado -, pode, por sua vez, gerar fadiga, perda de apetite, depressão e prejudicar profundamente a qualidade de vida. Pode ser causada por uma ativação persistente das fibras sensoriais ou de um distúrbio no sistema nervoso central ou periférico – casos chamados de “dores neuropáticas”.
“O tratamento ideal da dor é a eliminação do seu fator causal”, explica a Dra. Daniela. “Portanto, embora o tratamento possa ser iniciado imediatamente, o paciente com dor deve receber atendimento médico, passando por uma investigação cuidadosa que se inicia pela anamnese e exame físico completos. Quando necessário, exames laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico”.
Para aliviar os sintomas, os analgésicos são os principais medicamentos utilizados. Cabe notar, contudo, que outros medicamentos – antidepressivos e medicamentos para o sistema nervoso -, além de intervenções psicológicas, podem ajudar o paciente a se relacionar com dores persistentes. Por fim, diversas técnicas complementares, como acupuntura, exercícios, meditação e relaxamento, podem ser valiosas para casos de dor crônica.