A dislipidemia consiste na elevação do nível de lipídios – colesterol, triglicerídeos ou os dois -, ou na carência de colesterol HDL – lipoproteína de alta densidade.
De acordo com a Dra. Daniela Bouzas – médica clínica geral e gastroenterologista -, a dislipidemia pode ser causada por fatores genéticos, ambientais ou mesmo outras doenças, como distúrbios da tireóide e doença renal.
Em geral a dislipidemia não apresenta sintomas e é comum que seja descoberta em exames de rotina. Entretanto, em casos mais graves podem aparecer nódulos de gordura – xantomas – na pele. Outros sinais de dislipidemia são anéis brancos ou acinzentados ao redor da córnea, bem como formigamentos e queimação nas mãos e nos pés. Além disso, vale destacar que triglicerídeos elevados podem provocar o aumento de órgãos – como o fígado e o baço – e elevar o risco de pancreatite.
“Os fatores causadores da doença”, observa a Dra. Daniela, “são divididos em causas primárias, que são as genéticas ou hereditárias; e causas secundárias, como hábitos alimentares, rotina de exercícios físicos e doenças que podem influenciar os níveis de gordura no organismo”. A Dra. Daniela relata, ainda, que tanto os casos de dislipidemia primária quanto os de secundária podem se beneficiar consideravelmente com algumas ações que visam melhorar as taxas de lipídios. Segundo ela, “as principais medidas são o controle do peso corporal – prevenção e tratamento da obesidade e do excesso de peso, exercícios físicos regulares e redução do consumo de gorduras saturadas. Além disso, a depender de sua avaliação clínica e diagnóstico, alguns pacientes poderão ser tratados com medicamentos hipolipemiantes”.